a degeneração macular relacionada com a idade (DMA) é um grande problema de saúde no mundo desenvolvido, representando aproximadamente metade de todos os registros cegos. As actuais opções de tratamento são inadequadas para a maioria dos doentes, pelo que a identificação de factores de risco modificáveis que possam informar os programas de prevenção de doenças é uma prioridade. Esta revisão avalia a crença de longa data de que a exposição à luz azul tem um papel na patogênese da DMA. As provas laboratoriais demonstraram que as reacções fotoquímicas no ambiente rico em oxigénio da retina exterior conduzem à libertação de espécies de oxigénio citotóxicas reactivas (ROS). Estes ROS causam estresse oxidativo que é conhecido por contribuir para o desenvolvimento de AMD. O cromopore preciso que pode estar envolvido na patogênese da DMA não é claro, mas o pigmento da idade lipofuscina é um provável candidato. A sua fotoreactividade aeróbica e os efeitos adversos na actividade antioxidante, combinados com a sua acumulação gradual ao longo do tempo, sugerem que a sua fototoxicidade in vivo aumenta com a idade, apesar das alterações nas características de absorção da lente cristalina. A evidência de Estudos em animais confirma o potencial prejudicial da luz azul, mas os resultados não são diretamente aplicáveis à degeneração macular em seres humanos. Estudos da densidade do pigmento macular humano e do risco de progressão da DMA após a cirurgia da catarata dão mais peso à hipótese de que a exposição à luz azul tem um papel na patogênese da DMA, mas a evidência epidemiológica é equívoca. Em resumo, as evidências sugerem, mas ainda não confirmam, que a luz azul é um fator de risco para a DMA. Dado o impacto socioeconómico desta doença e a necessidade urgente de identificar factores de risco modificáveis, o trabalho futuro deverá incluir um ensaio clínico em larga escala para avaliar o efeito dos filtros de bloqueio azul nas taxas de progressão da doença.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.